

Cansamos e não, não está tudo bem…
Cansamos, não do trabalho em si; mas do que fizeram com ele. Do sprint que nunca termina. Da reunião que poderia ter sido um e-mail. Do e-mail que poderia ter sido um silêncio. Dos jogos mentais e políticos. Da métrica que mede tudo menos o que importa. Da teatralização do bem-estar nos ambientes corporativos.
Esgotamos nossa habilidade de fingir que está tudo bem enquanto algo dentro de nós vai apagando, reunião após reunião, trimestre após trimestre, “feedback” após “feedback”.
Construímos interfaces, produtos, serviços, sistemas, resolvemos problemas, pensamos em escala. E ao mesmo tempo somos humanos que precisam de pausa, de conversa real, de olhar nos olhos de alguém que entende; não porque leu sobre o assunto, mas porque também viveu e também sentiu.
O mundo corporativo nos ensinou a otimizar. Nos deu frameworks para tudo menos para sentir, para dialogar com profundidade, para desacelerar com propósito. Nos recompensou pela entrega e nos ignorou quando estávamos vazios por dentro.
Não viemos aqui para criticar apenas, propomos fazer diferente.
É o espaço que muitos de nós nunca tivemos dentro dos lugares onde demos o nosso melhor. Um espaço onde a vulnerabilidade não é fraqueza, mas é o começo de alguma coisa honesta e verdadeira. Onde a dúvida não precisa se disfarçar de confiança. Onde aprender não significa performar competência, mas abrir-se genuinamente para o que ainda não sabemos.
Aqui, o conhecimento circula diferente. Não desce de um palco para uma plateia. Ele emerge do encontro. Das histórias que carregamos. Das perguntas que nunca tivemos coragem de fazer em voz alta. Das conversas que nos faltaram.
O aprendizado mais transformador acontece quando nos sentimos seguros o suficiente para ser quem somos, não quem o cargo ou título exige que sejamos.
Acreditamos que é possível trabalhar com tecnologia, design, produtos, marketing, dados e tantas outras profissões, sem perder a humanidade no processo. Que é possível construir produtos, times e carreiras sem destruir a si mesmo. Que a crítica ao sistema e a esperança coletiva possam coexistir no mesmo coração.
Viemos de contextos diferentes. De histórias diferentes. Mas trazemos algo em comum: a sensação de que existe uma forma melhor de fazer tudo isso; e a coragem de ir atrás dela; juntos.
A C.A.S.A. começa num fim de semana. Mas não termina ali.
Ele termina quando cada um de nós decide que não cabe mais voltar ao modo anterior. Quando a conversa que começou aqui continua no dia a dia, nas decisões pequenas, e nas grandes também e na forma como tratamos quem está ao nosso lado.
Então este é o nosso convite:
Traga o cansaço, a dúvida, a fagulha de esperança que ainda não apagou. Traga o que você aprendeu no caminho difícil e o que ainda quer descobrir. Traga a sua versão mais honesta.
Porque é com ela; e só com ela, que vamos construir algo que vale a pena.
A C.A.S.A. é onde voltamos a ser inteiros. De onde saímos diferentes, e já não mais sozinhos.
Durante um dia, vamos criar um ambiente seguro para:
conversas reais sobre saúde mental, trabalho, carreira e futuros
atividades práticas, exercícios e ferramentas úteis para os desafios do cotidiano
trocas entre pessoas que vivem desafios semelhantes
reflexões profundas sobre trabalho e vida profissional
alimentação, diversão e momentos coletivos
construção coletiva de novas possibilidades
pertencimento em uma comunidade que nasce de um propósito real
Sem palco.
Sem hierarquia.
Sem fórmulas prontas.
Essa é a edição piloto do C.A.S.A.
E por isso:
será extremamente intimista
limitada a apenas 20 pessoas
com foco total na qualidade das interações
Além disso, acontece em um momento simbólico:
O mês de Maio marca a entrada em vigor das atualizações da NR-1, que reforçam a importância da saúde mental no trabalho, tanto na perspectiva dos trabalhadores quanto na das organizações que podem ser punidas pelo Ministério do Trabalho caso não estejam em conformidade.
Mas aqui, a proposta vai além da norma.
Não é sobre cumprir regra.
É sobre repensar o sistema.
📍 Local: Piracicaba — SP
📅 Data: 31 de Maio
👥 Vagas: apenas 20 participantes
Para mais informações, acesse https://www.protocolocasa.com.br
Rua Elias Fuzaro, 280 - Jardim Parque Jupiá, Piracicaba - 13403-346